CATARATA – DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÕES
Professor Guilherme Cassiano
Professor Guilherme Cassiano
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CATARATA – DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÕES

É uma lente biconvexa, avascular, incolor e quase completamente transparente. O cristalino é o único meio sólido refringente existente dentro do olho. O cristalino ou lente, incluído em sua cápsula, está situado imediatamente atrás da íris, em frente do corpo vítreo, e circundado pelos processos ciliares. No adulto, a lente é incolor, transparente, de textura firme e sem vasos. No velho, é mais achatada e ligeiramente opaca, de cor âmbar e densidade aumentada. Na condição denominada catarata, a lente torna-se gradualmente opaca, seguida de cegueira. Em tais casos, a visão pode ser restaurada pela extração da lente e implante de lentes intra-ocular. Podemos comparar o cristalino a uma cebola, pois no cristalino há vários núcleos; são eles divididos em embrionário, fetal, infantil e adulto. O núcleo do cristalino é mais rígido que o córtex. 

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O cristalino é constituído de cerca de 65% de água, 35% de proteína e quantidade mínima de minerais comuns a outros tecidos do corpo. O potássio é mais concentrado no cristalino do que na maioria dos tecidos. O ácido ascórbico e glutation estão presentes. Não há fibras nervosas, vasos sanguíneos ou nervos no cristalino. 

Alterações no Cristalino

As únicas alterações do cristalino são opacificações, distorção, deslocamento e anormalidades geométricas. Consequentemente, o paciente com uma dessas alterações terá queixas de visão borrada sem dor. O exame tendo em vista doenças do cristalino inclui teste de A/V e visualização do cristalino por meio de oftalmoscópio, lanterna manual, lâmpada de fenda ou lupa.

Semiologia

Este órgão oferece uma parte diretamente acessível do exame, que corresponde a área pupilar. Portanto para estuda-lo devemos estar em posse de equipamentos que ampliem a visualização da área pupilar como é o caso do Biomicroscópio. Pode-se estudar diretamente a lente com o biomicroscopio usando a iluminação paralelepípedo ou secção óptica as porções da lente e com essas iluminações podemos comprovar as modificações de cor produzidas pelas opacidades. Porém se iluminarmos a pupila e ocorrer uma mancha negra, podemos estar diante de uma hemorragia vítrea ou de uma catara hipermadura.

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Devemos então a partir das imagens obtidas fazer a classificação da catarata e então definir o prognostico e optar pelo encaminhamento ou não do paciente, pois cataratas inicias e que não afetem a saúde ocular e visual, são desaconselhadas a cirurgia pois remetem ao paciente a um risco evitável. Os sintomas relacionados com a lente estão diretamente ligados a reclamações de qualidade de visão. A catarata compromete a visão de longe e perto mesmo com a melhor correção. 

Acontece borramento ou perda da visão lentamente progressivos, em geral ao longo de meses a anos, afetando um ou ambos os olhos. Ofuscamento, particularmente por faróis de automóveis ao dirigir a noite, e percepção para cores diminuída podem ocorrer, mas não no mesmo grau que nas neuropatias ópticas. As características da catarata determinam os sintomas particulares. Nos casos de catarata nuclear, o índice de refração se torna aumentado e isto pode levar a uma miopia de índice, fazendo com que o paciente no início consiga ler para perto. Geralmente o paciente busca ajuda quando percebe que mesmo de óculos sua visão não se encontra em 100%, ou quando este necessita de muita luz para fazer sua leitura.

Catarata

Catarata é uma opacificação do cristalino. As cataratas apresentam grande variação no grau de densidade e podem ser devidas a diversas causas, mas usualmente, estão associadas à idade. Uma certa formação de catarata pode ser esperada em pessoas com mais de 70 anos de idade.
 
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As cataratas normalmente são progressivas, porém alguns casos são estacionários (normalmente as congênitas). A progressão da maioria das cataratas se faz em estágios evolutivos, por etapas: 
- catarata incipiente, quando o cristalino começa a enturvar; 
- catarata em formação, quando o cristalino adquire opacificação difusa; 
- catarata madura, quando o cristalino atinge a opacificação completa. 

Etiologia

1- Relacionada a idade: catarata senil
2- Pré Senil: diabetes, dermatite atópica
3- Trauma: penetrante, choque elétrico
4- Tóxica: esteroides, mioticos, antipscicóticos
5- Secundária: Uveíte anterior, radiação, tumor, glaucoma ângulo fechado, 
6- Endócrina/Metabólica: diabetes, síndrome de down

Classificação

1- De acordo com a Idade
A – Congênita
B – Infantil
C – Juvenil
D – Adulta
E – Relacionada a Idade (Senil)
2 - De acordo com a localização da Opacidade na Lente:
A – Nuclear
B – Cortical
C – Subcapsular Posterior
3 – De acordo com o grau de opacidade presente:
A – Imatura: fibras cristalianas transparentes presentes
B – Intumescente: inchaço do cristalino com fendas d’agua
C – Matura: opacificação de todas as fibras cristalianas
D – Hipermadura: liquefação de fibras da lente opaca (Morganiana)
E – Pós-Facectomia: opacificação da capsula posterior ou persistência de fibras da lente após facectomia.
4 – De acordo com a taxa de desenvolvimento:
A – Estável: permanece na mesma classificação por anos.
B – Progressiva: acometimento rápido das camadas do cristalino.
 
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Tratamento

Apesar do prognóstico de cirurgia para a extração da catarata, existem condutas terapêuticas que visam aguardar o momento oportuno de cirurgia, em que os oftalmologistas prescrevem medicamentos como: hormônios, calcioterapia e vitaminas C e B, na expectativa de um possível retardo evolutivo.

Cirurgia da catarata

Nos últimos tempos a evolução das técnicas cirúrgicas melhoraram muito a vida dos afácicos, principalmente como resultado da introdução do uso do microscópio, instrumentação melhor, material de sutura aperfeiçoado, e aperfeiçoamento das lentes intra-oculares. O cristalino pode ser removido por procedimentos cirúrgicos intracapsular ou extracapsular. Após a cirurgia espera-se que a visão seja recuperada.


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Prof. Guilherme Cassiano
Professor no Instituto Brasileiro de Pesquisa e Treinamento em Lente de Contato - IBTPLC
Bacharel em Optometria – UnC
Pós-Graduado em Optometria Avançada – UBC
Técnico em Óptica e Contatologia – Instituto Filadélfia - SC
Especializando em Cuidados Primários e Lente de Contato – IBTPLC - SP
Membro do Conselho Brasileiro de Ótica e Optometria.
Membro do Instituto Brasileiro de Treinamento e Pesquisa em Lente de Contato – IBTPLC - SP
Contato: contatologia.optometria@yahoo.com
Site: www.ibtplc.com.br



 

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