ADAPTAÇÃO DE LENTES DE CONTATO ASFÉRICA PÓS CAPSULOTOMIA A LASER
Prof. Sergey Cusato Jr Boptm MSPS,FIACLE,FIBTPLC,O
Instituto Brasileiro de Treinamento e Pesquisa em Lentes de Contato.
Optometria, Lente de Contato, Glaucoma, Laser.
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Conteúdo do artigo

Paciente de 68 anos indicada com perda de acuidade visual
abrupta, após avaliação do relatório de encaminhamento, paciente
com AV do OD percepção de Luz OE 20/400, que corresponde a 5%
de visão. Olho esquerdo glaucoma maligno.
Segundo (Keith Barton2006)
E em alguns casos pós facoemucificação, depósitos aderem à cápsula
posterior ou ela sofre opacificação gradativa, sendo necessária
uma capsulotomia a laser - com um laser de baixa frequência, o
médico oftalmologista consegue dar uma boa visão para o paciente.
Este caso clínico que eu vou mostrar é uma paciente de 68 anos
que mesmo pós capsulotomia à laser, não obteve uma melhora expressiva
na acuidade visual.
Quando a paciente me procurou, com um laudo de encaminhamento
para visão sub normal, ela me explicou todos os processos
pelos quais havia passado e, com um envelope de exames, me disse
a seguinte frase: - “Estou cega”.
Gostaria que todos os profissionais da visão pudessem ler esse
artigo, para ter a consciência e responsabilidade de olhar para o paciente
e entender que gradativamente essa senhora ficou com 5 %
de visão no olho direito e no olho esquerdo nem percepção de luz e
totalmente sem esperança.
Após a realização da anamnese foram constatados antecedentes
pessoais de HTA e Diabetes tipo 2. A partir daí, a paciente foi encaminhada
para um médico endocrinologista, para que fosse descartada
qualquer alteração sistêmica, que pudesse influenciar na
adaptação da lente de contato.
Em seu retorno com todos os exames normais foram feitos todos
os testes primários.
AV SC/CC.
OD 20/400
“Análise de segmento anterior”
Shirmer I 5/15
BUT 15seg Break
Ceratometria. OD 44,00.
Fluorograma com filtro. NORMAL
Após AV na ”Análise de segmento anterior” fiquei muito preocupado,
pois ali estava o problema. Mas, nesse ponto surgiu uma luz no
fim do túnel - entre os resíduos da cápsula posterior, pós laser capsulotomia
e a LIO., tinha um espaço, através do qual a luz atravessava e
chegava na retina. Foi quando eu observei que ela poderia enxergar!
Por filosofia de adaptação foi decidido, levando-se em consideração
os testes mínimos mencionados acima, uma lente Bi-Asférica
SiHy. Com a avaliação “”objetiva”” ela ficou com uma Miopia de OD-
400.
Então, iniciei a adaptação e incrivelmente com uma lente Bi-Asférica
de -375 a paciente teve AV de 20/25, após cinco retornos com
exercícios específicos auxiliei a paciente a enxergar pelo espaço que
existia no OD.
Após seis meses, a paciente retornou queixando-se de perda de
visão para perto. Com outra avaliação subjetiva e um óculos de +3,00
para perto sobre a lente, a paciente voltou à sua vida normal.
Esse caso está sendo acompanhado por outros profissionais da
visão, já que ela enxerga em um espaço muito pequeno, que tem
que ser preservado a qualquer custo.
Agradeço a colaboração da amiga e Prof. Elena Gelado Boptom
F.I.A.C.L.E por, gratuitamente, ter disponibilizado alguns exames que
solicitei e fui prontamente atendido.
 

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